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FIDELIO NO THEATRO SÃO PEDRO DE PORTO ALEGRE

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EM AGOSTO É A VEZ DE FIDÉLIO NO THEATRO SÃO PEDRO

No més de agosto será apresenta a ópera Fidélio no Theatro São Pedro, de Porto Alegre. A obra foi estreada pela OSPA em 1954.  A produção de 2013 tem a regência do sueco Carlos Spierer.

ÚNICA OBRA TEATRAL DE BEETHOVEN

Fidelio é a única obra teatral de Beethoven, que a compôs no ápice da sua maturidade artística. Mas a primeira versão, apresentada em 20 de novembro de 1805 no Theater an der Wien (Viena), com o título Fidelio, oder die eheliche Liebe (Op. 72), não teve recepção favorável do público, e Beethoven foi obrigado a suspender as apresentações.

Beethoven foi acusado de não saber escrever para as vozes, de tratá-las indistintamente como instrumentos e de ser pouco familiarizado com o gênero teatral. Apesar das duras críticas recebidas, o compositor arranjou uma nova versão em apenas dois atos, utilizando-se de um libretto revisto por seu amigo Stephan von Breuning. A obra foi reapresentada no ano seguinte (26 de março de 1806) com o título de Leonore (Op. 72a), mas não teve melhor sorte, sendo novamente retirada.

Só oito anos depois (1814), por solicitação do Theater am Kärntnertor, Beethoven voltou a trabalhar sobre Fidelio, com a colaboração do jovem Georg Friedrich Treitschke, que corrigiu uma vez mais o libretto, no sentido de melhorá-lo do ponto de vista teatral. A versão definitiva foi apresentada naquele mesmo ano, no dia 23 de maio. O sinal mais evidente do longo trabalho de composição são as quatro aberturas escritas por Beethoven para o Singspiel: duas compostas em 1804, uma em 1805 e a definitiva, feita em 1814.

ARGUMENTO

A acção é inspirada num facto real passado durante o período do terror (um período durante a revolução francesa). Os autores situam-na na Espanha do século XVIII.

O libreto não é brilhante mas a ideologia de beethoveniana tem aqui vantagem. Um jovem nobre, defensor da liberdade, é preso por um usurpador tirânico; uma mulher fiel e corajosa salva o prisioneiro da morte; um ministro faz triunfar a justiça libertando os prisioneiros.

Confira a programação no seguinte link: http://www.teatrosaopedro.com.br/tsp/programacao


SERIE LOS 3 TENORES DEL FUTURO

Siguen algunos trechos de la entrevista realizada por òpera Magazine de Holanda, como parte de uma serie de 3 entrevistas sobre los tenores del futuro a Gastón Rivero.

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En la tierra de la ópera son los focos simepre se centraron en las prima donnas. Pero el “primo uomo” está llegando a un cercano segundo lugar. Con sus altas notas y papeles heroicos que tienen un estatus especial dentro y fuera de los teatros de ópera. ¿Quiénes son los “primo uomo” del futuro? En la tercera parte de la serie, entrevistamos a Gastón Rivero.

¿Quién es Gastón Rivero?

… Cuando adolescente descubrió que él también tenía un as en la manga en el área vocal y comenzó a tomar clases de canto. A los dieciséis años, estudió en el conservatorio nacional de música de Buenos Aires, y a los veinte se trasladó a Nueva York para perfeccionar su canto….
… Mientras tanto, el nombre de Gastón Rivero está cada vez más firmemente establecido en los principales teatros de ópera, como por ejemplo el Deutsche Oper de Berlín y Leipzig Oper…
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Viena es su casa?
“Mi casa es Nueva York. Ya que mi esposa vive allí. En Europa, mi base está en Leipzig. Donde cada año tengo por lo menos diez actuaciones. Pero la mayor parte de mi tiempo estoy en en trásnito. El año pasado estuve solo 29 días en Nueva York. ”
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En Nueva York se conocieron Eugene Kohn. ¿Cómo te ha ayudado?
“Comenzó con toda una ópera que tenía que ensayar con él, en tres o cuatro días. Luego nos hicimos amigos. En forma casi militar, comenzó a entrenarme…
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¿Tiene un papel favorito?
“Radames de Adia . Por supuesto. Él tiene una mentalidad tan ingenua. Sus sentimientos son sinceros, pero está confundido. Puedo identificarme bien con él. Y “Celeste Aida” es una de las más bellas melodías que he cantado. Otello es también un favorito. He estado cantando desde mi infancia ese papel…”

 

PARA LEER MÁS VISITE EL LINK:  http://www.operamagazine.nl/headline/22970/tenoren-van-de-toekomst-gaston-rivero

 

 


GASTÓN RIVERO: ÓPERA, VOZ, TALENTO

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O internacionalmente reconhecido cantor Gastón Rivero está se tornando rapidamente um dos maiores tenores da sua geração.

Seu primeiro mentor foi o renomado diretor de orquestra Eugene Kohn, que reconheceu seu talento e ajudou a lançar sua carreira.

Nascido em Montevidéu, Uruguai, de ascendência portuguesa e com família fincada há anos no Brasil, Gastón, comenta sua vontade de se apresentar nos palcos de Rio de Janeiro, São Paulo e Manaus.

Tive a oportunidade de encontrá-lo em no sul da Itália onde está se preparando para a apresentação da ópera Nabucco, e gentilmente nos concedeu a seguinte entrevista.

OE. Sabemos que você é um dos jovens tenores desta nova geração, muito conhecido na Europa. Você nasceu em Uruguai, foi criado em Buenos Aires e grande parte da tua família é brasileira, porém ainda não cantou nestes lugares…

Gastón Rivero. Não é bem assim. Durante a temporada de 2011 interpretei o role de Turidu na produção de Montevidéu de Cavalleria Rusticana. Foi um momento muito especial que marcou minha estréia na América do Sul. Para um cantante internacional que tem a oportunidade de visitar seus origens a cada dois ou três anos, poder cantar em Brasil, Argentina ou Uruguai é muito importante e uma grande responsabilidade pois canta para os seus, aqueles que o conhecem desde criança, no seu início.

OE. Onde você fez sua estréia?

Gastón Rivero. Minhas primeiras experiências quanto profissional foram em Broadway quando o diretor de cinema Buz Luhrmann fez a sua produção de La Bohème. Ele me treinou pessoalmente na área da atuação, e a partir desse momento tive a oportunidade de começar a viver como cantante de ópera.

OE. Alguma lembrança em particular sobre essa experiência?

Gastón Rivero. Bom, tudo era novo para mim. Trabalhar com Baz Lurhmann, conhecido pelo Moulin Rouge, foi maravilhoso. Lembro também que quase sempre tinha algum ator de Hollywood no teatro. Encontrei com Nicole Kidman, Jim Carrey, e tive a grande surpresa de contar no auditório e nos bastidores após minha primeira apresentação, com a presença de Andrew Lloyd Webber.

OE. Voltaria a Broadway?

Gastón Rivero. Não, pertenço ao Teatro de Ópera. Para mim, como cantante de ópera e grande admirador de Caruso, Gigli, Del Monáco, Bergonzi, Carreras, Corelli y Pavarotti é impensado cantar ópera com microfone. É como correr uma maratona de bicicleta. O esforço e a boa técnica são demonstrados nos teatros sem amplificação. É neles que se mostram as coisas fantásticas que a voz humana pode chegar a fazer, claro, se você conta com o presente de Deus e um bom professor.

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Gastón Rivero como Mario Cavaradossi na produção de Tosca de 
Michiel Dijkema – OPER LEIPZIG
@Copyright Andreas Birkigt Photograph

AIDA EM ABRIL NO RIO DE JANEIRO

AIDA EM ABRIL NO RIO DE JANEIRO


FIORENZA CEDOLINS: ÓPERA É UMA ARTE VIVA

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Verdiana por excelência, dona de uma voz incomparável, Fiorenza Cedolins, que nas duas ultimas décadas se apresentou nos principais teatros do mundo, visita no mês de abril a cidade de Rio de Janeiro para interpretar a ópera Aida durante os dias 20 de abril a 1 de maio.

Formada na escola do Maestro Roberto Benaglio, um dos guardiães mais confiáveis dos segredos do canto tradicional italiano, Fiorenza Cedolins destaca-se não somente pela sua marcante voz, mais pelas técnicas vocais que lhe permitem lidar com um repertório que vai de Verdi para Verismo, sem esquecer a Norma de Bellini.

Já se apresentou com os maiores ícones da ópera dos nossos dias. Em 1996 ganhou o Concurso Internacional de Luciano Pavarotti e cantou Tosca ao lado do grande tenor italiano. Em 2001 faz a sua Leonora em Il Trovatore, interpretada para a inauguração do Maggio Musicale Fiorentino, sob a batuta de Zubin Mehta. Em 2012 foi convidada para o Festival de Salzburgo para cantar no concerto de caridade realizado por Zubin Mehta, junto com Placido Domingo. No outono do mesmo ano cantou Madama Butterfly no 60 Festival de Ópera de La Coruña.

Este ano, além de Rio de Janeiro, promete se apresentar nos palcos de São Paulo, Salzburgo, Verona e Veneza.

Opera Express, entrou em contato com ela, e gentilmente nos concedeu a honra da seguinte entrevista.

 

OE. Das personagens que já interpretou, qual é a sua preferida e por qué?

Fiorenza Cedolins.  Minhas personagens favoritas são cinco!: Norma, Cio-Cio San de Madama Butterfly, Adriana Lecouvreur por razões musicais e de interpretação, Mimi de La Bohème e Desdêmona de Otello por razões mais puramente musicais. Os três primeiros que eu mencionei são três mulheres extraordinárias, carismáticas, complexas, grandiosas, tanto musicalmente quanto de caráter. São totalmente diferentes uma da outra: Norma é extrema, uma mulher que vive de uma forma extrema, líder espiritual, filha de um líder político, amante do pior inimigo de seu povo e mãe duplamente culpada por trair o seu Deus e seu povo. Butterfly é um drama psicológico moderno fala da negação de si mesmo, a auto-lesão, a teimosia insana de uma adolescente “errada” e, finalmente, Adriana é a mulher que eu quero ser: grande artista, generosa, humilde, inteligente, uma verdadeira Musa! São três personagens ricos, para os quais a música se torna interpretativa, fácil. Mimi e Desdêmona, no entanto, são mulheres com personalidade menos extremas para as quais, foram escritas páginas sublimes, quando analisadas mais de perto, com maior precisão se percebe uma chave interpretativa que não trai a aparente simplicidade do personagem, tornando-as profundas e interessantes, sem abusar de tons melodramáticos.

OE. Já tinha vindo ao Rio? Como se sente ao estar prestes da estréia de Aida no Teatro Municipal de Rio de Janeiro?

Fiorenza Cedolins.  É a primeira vez no Rio e no Brasil! Estou muito animada… um novo continente, um novo público! Meu desejo é estabelecer, como já aconteceu com o público europeu e asiático, uma relação de afeto genuíno, dando todo o coração. Minha paixão por ópera também vem da emoção de ser capaz de me comunicar com as pessoas!

OE. O que a ópera significa para você?

Fiorenza Cedolins.   A Ópera é uma forma de arte única, viva, e que se renova a cada noite! Cada experiência musical é única, e nós mesmos somos as obras de arte: a música e as personagens escritas pelos compositores, sem intérpretes, seriam coisa morta! Somos nós os que acendemos a centelha de vida para eles e os tornamos únicos. Mas este é apenas um dos aspectos milagrosos da Ópera. A outra é a relação que se estabelece com o espectador: um diálogo empático, onde o conteúdo muitas vezes transcende a forma. Podemos expressar muito mais do que o que estava escrito na partitura, mas cabe a nós, a nossa generosidade e capacidade de comunicação. Além disso, temos o mais belo: a voz! Com ela podemos traduzir as intenções do nosso espírito mais íntimo e profundo e tocar as cordas da alma de outras pessoas com poder extraordinário …. Só hoje me aconteceu um incidente que eu gostaria de lhe contar, que servirá, talvez, para entender a importância antropológica de música: durante o intervalo do teste eu estava estudando com o mestre no piano Lieder Vier Lezte, no meio de toda a confusão do palco. Após a última linha eu me virei e, acidentalmente, notei ao meu lado, um trabalhador de palco, lentamente, sem ser notado, se aproximou. Ela estava chorando e me agradeceu por ter cantado essa música …. Ele foi movido, quem sabe, pela sua memória, ou talvez apenas pela beleza sublime da música ..

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Agradecimentos especiais a  Janaina Sampaio e Josefina Piscitelli.


JORMA HYNNINEN

O 3 de abril de 1941, nasce em Leppävirta, Finlandia, o barítono JORMA HYNNINEN.

Destacou-se como o Conde Almaviva em Le Nozze di Figaro, Don Rodrigo, Don Giovanni, Macbeth, Orestes (Elektra), Wolfram e Pelléas em Pelléas et Mélisande. Tem se apresentado nos maiores teatros de ópera do mundo: Metropolitan Opera, Wiener Staatsoper, La Scala, Bayerische Staatsoper, Paris, Hamburgo, Barcelona e Berlin.

Participou em óperas de compositores clásicos e contemporáneos da Finlandia como Sallinen, Rautavaara, Madetoja e Merikanto.

Desde 1984 até 1990 foi Diretor da Finnish National Opera. Actualmente preside o Savonlinna Opera Festival.


200 años de genialidad

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Durante este año, los amantes de la ópera, el arte y la cultura conmemorarán, los 200 años del nacimiento de dos genios de la música, Richard Wagner y Giuseppe Verdi.

La celebración será mundial en ambos casos, con todos los teatros operísticos programando los grandes hitos de estos dos genios del pentagrama: desde la Scalla de Milán ya resuenan ‘La Traviata’, ‘Nabucco’ o ‘Aida’, mientras que en Bayreuth, la localidad convertida en La Meca wagneriana ya preparan una maratón del ciclo del Anillo del Nibelungo y de las óperas maestras fuera de esta particular saga, como ‘El holandés errante’.

En España las programaciones se han rellenado con estas dos fórmulas artísticas: el Liceo de Barcelona programará tres ópera wagnerianas con el Festival de Bayreuth (‘El holandés errante’, ‘Lohengrin’ y ‘Tristán e Isolda’) y más adelante ‘El Oro del Rhin’ y ‘Rienzi’; el Teatro Real madrileño, sacudido por los recortes, hará una versión orquestal de ‘Tristán e Isolda’; el Palau de las Arts de Valencia quiere recuperar la versión del Anillo del Nibelungo que hizo La Fura dels Baus. Y con Verdi, el Real de Madrid prepara ‘Macbeth’, el Abao de Bilbao ‘La Traviata’, ‘Un giorno di Regno’ y ‘Las vísperas sicilianas’. El Liceo barcelonés es más comedida: sólo ‘La forza del destino’.

América Latina no se queda atrás, en el Teatro Colón de Buenos Aires se presentarán ‘Otello‘ y ‘Un Balo in Maschera‘, ambas de G. Verdi; en cuanto en Rio de Janeiro el Theatro Municipal abrirá su temporada con ‘Aida‘, del mismo compositor, y presentará también  OS NIBELUNGOS / A MORTE DE SIEGFRIED en homenaje a Richard Wagner.

En fin, los eventos, celebraciones y homenajes no pararán por aquí, y Opera Express tendrá el placer de ir divulgándolos a lo largo de 2013. 


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